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Crónica de uma revolta anunciada. E imprevisível

Protesto da comunidade Rohingya

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Uma criança morta na praia, um homem decapitado a boiar num rio. São duas imagens fortes, chocantes, que dão nova luz à luta dos Rohingya. Depois de décadas sem os direitos mais básicos, a minoria muçulmana está a pegar em armas com apoio e treino da Arábia Saudita e de outros países para lutar contra a repressão das autoridades da Birmânia. A Junta Militar que controlou o país com mão de ferro durante mais de meio século deixou o poder há um ano mas o grupo étnico continua a não ser reconhecido. Especialistas avisam que a situação está num ponto explosivo que pode levar à radicalização dos oprimidos

Sexta-feira antes do natal, 2016. Um grupo de habitantes de Maungdaw, uma pequena aldeia no estado de Rakhine, avista um corpo a boiar nas águas do Naf, o rio que separa a Birmânia do Bangladesh. Em poucos minutos percebem que não tem cabeça. Em poucas horas o chefe da polícia local, Thet Naing, confirma que a vítima era um muçulmano de etnia Rohingya que tinha falado com jornalistas poucos dias antes.

“Na quinta-feira, a família disse que ele tinha desaparecido depois de dar entrevistas a jornalistas. Esta tarde recebi a notícia de que o seu corpo foi encontrado sem cabeça”, disse o coronel à AFP a 23 de dezembro. “Confirmámos com habitantes locais que se trata da mesma pessoa.”

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