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“Obama leu mal Putin e este último acabou a dizer-lhe: ‘Quem te ensina sou eu’”

FRIEZA. Vladimir Putin espera uma relação mais próxima com Donald Trump do que com Barack Obama

KEVIN LAMARQUE / REUTERS

Dureza de Obama contra Putin pode ser tentativa de limitar ação futura de Trump, reconhecidamente mais pró-russo do que o Presidente cessante

Há pouco menos de dois meses, o mundo olhava intrigado para a imagem de dois presidentes do país mais poderoso do mundo sentados lado a lado, na Casa Branca. Donald Trump, que toma posse no próximo dia 20, acabava de ganhar as eleições, contra as sondagens, contra o Partido Democrata e parte do Partido Republicano, pelo qual concorreu, e seguramente contra a vontade do homem a quem sucede, Barack Obama. Diante da lareira, trocaram apertos de mão, palavras de circunstância e promessas de cooperação na passagem do testemunho.

A paz improvável pouco durou. Se as nomeações de Trump para o seu Governo cedo indiciaram a vontade de desfazer muito do legado dos mandatos de Obama – algo normal quando muda a cor política da administração –, no dobrar do ano a tensão subiu num conflito que tem formato triangular, já que inclui, além dos dois americanos, o russo Vladimir Putin. “Estão em causa visões muito diferenciadas sobre o que é o poder”, afirma Miguel Monjardino, professor de Segurança Internacional na Universidade Católica e colunista do Expresso.

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