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O campo minado que Trump tenta não pisar

FOTO GETTY

Cada vez são mais evidentes os conflitos de interesses que os negócios de Trump representam para a sua presidência. Da fundação suspeita aos interesses na Arábia Saudita, Trump corre contra o tempo para dissolver tudo até à tomada de posse

Habitualmente, Donald Trump, o próximo presidente dos Estados Unidos, acorda no número 725 da 5ª Avenida de Nova Iorque, um arranha-céus impressionante com um hall de entrada coberto de mármore e umas escadas rolantes que já mereceram aparições em séries de TV. Para ir trabalhar, no seu caso para a sede da Trump Organization, Trump não precisa de fazer muito: basta-lhe entrar no elevador privado de sua casa, tocar no botão com o número 26 e esperar. Em poucos segundos, encontra-se rodeado de conselheiros como o seu advogado principal, Alan Garten, e os três filhos mais velhos, Ivanka, Eric e Donald Trump Jr.

Esta aparente mistura da sua vida privada e dos seus negócios, confirmada por vários dos seus funcionários, que falam de um “negócio de família”, está agora, a menos de um mês da tomada de posse, a tornar-se problemática. É que os conselheiros que o rodeiam na Trump Tower, onde reside e trabalha, também fazem parte da sua equipa e farão parte da sua administração; os seus filhos, fiéis conselheiros na empresa, tomarão alguns dos cargos da sua equipa governativa; e os seus negócios, que há tanto tempo gere de perto e nos quais faz questão de deixar a sua marca e influência, representam sérias ameaças de conflitos de interesses para o homem que será o 46º presidente dos Estados Unidos.

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