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Balanço dos líderes (3): Cristas, à espera de levantar voo

Assunção Cristas não conseguiu acelerar o processo de afastamento em relação ao PSD de Passos Coelho. O CDS descola e o máximo que consegue é uma maior complacência dos partidos de esquerda nos confrontos parlamentares

A saída um pouco inesperada de Paulo Portas da liderança do CDS, e o seu ainda mais inesperado desaparecimento político, criaram condições para que o partido se deixasse de confundir, como confunde há anos, com uma pessoa. E Assunção Cristas parecia ser a pessoa ideal para fazer uma passagem. Garantia a continuidade, sem no entanto ter saído desgastada da sua participação no governo. Correspondia à tradição conservadora do CDS, sem no entanto romper com o legado de Portas. Era uma figura simpática, que poderia reverter a imagem dos anos de chumbo da austeridade que ficaria totalmente representada pelo PSD.

Fui, por isso, dos que acharam que Assunção Cristas era a melhor escolha possível para o CDS. Num período que se adivinhava difícil para o PSD e que a sua liderança mais radical se mantém e em que o PS virava à esquerda, Cristas teria condições para ocupar o espaço da direita moderada com preocupações sociais. As repetidas sondagens demonstram que isso não está a acontecer.

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