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Sete casos de Justiça que marcaram 2016

José Sócrates foi detido em novembro de 2014 e esteve em prisão preventiva até setembro de 2015

Luis Barra

Jorge Silva Carvalho foi condenado. José Veiga veio do Congo para ser detido. Um espião foi apanhado em flagrante a vender segredos a um russo. E o caso de Sócrates continua em aberto. Os processos que aqueceram o ano judicial

1. Os novos contornos da Operação Marquês

Num ano em que muito se falou sobre o desfecho da investigação a José Sócrates por suspeitas de corrupção, esse momento acabou por não acontecer. A Operação Marquês continua em aberto, três anos e meio depois de ter formalmente começado, em julho de 2013. Mas se é verdade que ainda não há despacho de acusação contra o ex-primeiro-ministro, o ano trouxe desenvolvimentos importantes no enredo que tem vindo a ser trabalhado pelo DCIAP (Departamento Central de Investigação e Ação Penal). A equipa coordenada pelo procurador Jorge Rosário Teixeira reuniu indícios de que a maior parte do dinheiro que Sócrates alegadamente recebeu através do seu suposto testa de ferro, o empresário Carlos Santos Silva, teve origem no saco azul do Grupo Espírito Santo (GES). E que em troca desse dinheiro terá bloqueado a tentativa de compra da Portugal Telecom (PT) pelo grupo Sonae em 2007, impondo mais tarde, em 2010, a compra da empresa de telecomunicações brasileira Oi.
Na tese do Ministério Público, a trama abrange não só os interesses do grupo liderado pelo banqueiro Ricardo Salgado mas também, no outro lado do Atlântico, uma teia que tem no centro o seu amigo Lula da Silva, ex-presidente do Brasil. Já este mês, foi constituído um novo arguido no caso, que demonstra como a investigação está a ir nessa direção. João Abrantes Serra, advogado que trabalhou como consultor jurídico no negócio de saída da PT da operadora brasileira Vivo e da sua entrada no capital social da concorrente Oi, está indiciado de fraude fiscal e tráfico de influência. Ao todo, o rol de arguidos já soma 19 nomes.

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