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Lições sobre amor, salvação e morte

2016 foi o ano que nos tirou demasiado. Por isso, neste texto enfrentamos de frente a morte. E o amor

Há uma música muito pouco conhecida de Elvis Presley, chamada “Black Star”, em que ele nos explica a morte: “When a man sees his black star, he knows his time has come”. Quase um ano depois da morte de David Bowie, as análises ao seu último álbum continuam a lembrar que essa “estrela negra” que batiza o álbum “Blackstar” pode ter sido uma referência encapotada à letra de Elvis Presley (dizia Bowie à “Q” em 1997: “[Elvis] era um grande herói meu. Provavelmente fui estúpido o suficiente para acreditar que fazer anos no mesmo dia que ele teria algum significado”).

Não é só o título de “Blackstar” que funciona como o prenúncio de uma partida inesperada e sentida por qualquer pessoa que tenha um coração – não é possível não lamentar a partida de Bowie, num mundo que continua a precisar de heróis (mesmo que apenas “por um dia”, como cantava ele). O álbum, lançado apenas dois dias antes da morte anunciada de Bowie, está cheio de pistas e de despedidas segredadas aos fãs, compostas por um génio que batalhou em silêncio um cancro durante 18 meses. A morte do Starman poderia, por isso, não nos ter apanhado de surpresa – mas apanhou, e seria apenas o primeiro choque de um 2016 que pareceu querer levar-nos todos os motivos de esperança na arte e no mundo.

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