Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

“Risco diminuto” para os contribuintes. Onde é que já ouvimos isto?

MIGUEL A. LOPES/LUSA

António Costa garantiu esta tarde, no debate quinzenal no Parlamento, que a solução encontrada para ressarcir os lesados do Grupo Espírito Santo (GES) comporta um “risco diminuto” para os contribuintes. Curiosamente, não é a primeira vez que esta expressão é usada no contexto político de soluções relacionadas com a implosão do GES e do BES: no verão de 2014 a então ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, socorreu-se da mesma formulação para explicar o possível impacto da resolução do BES e da criação do Novo Banco. Sendo que o “risco muito diminuto” então prometido aos contribuintes cresceu entretanto de forma substancial

A expressão usada esta quinta-feira por António Costa surgiu na sequência de uma interpelação do líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, sobre a probabilidade de, se o dinheiro do fundo criado para ressarcir os lesados “não chegar” ou “se o tribunal não reconhecer os créditos ao fundo”, os custos da solução não podem recair sobre os contribuintes e o Estado.

Na resposta, Costa assegurou que o Estado só irá intervir na solução para os lesados do GES "como garante" dos fundos necessários para ressarcir os cidadãos prejudicados pela venda de papel comercial e que existe “um risco diminuto” de que essa garantia "alguma vez venha a ser suportada pelos cofres públicos".

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)

  • Lesados do GES: Costa garante “risco diminuto” para contribuintes

    PSD acusa Governo de “falta de transparência” na solução para os lesados do BES e alerta para a probabilidade de os custos da solução recaírem sobre os contribuintes. Primeiro-ministro assegura que existe “um risco diminuto” de que essa garantia “alguma vez venha a ser suportada pelos cofres públicos”