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“O nosso medo é igual ao vosso medo”: refugiados em Portugal escrevem sobre o atentado em Berlim

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O refugiado paquistanês de 23 anos detido como suspeito de envolvimento no ataque ao mercado de Natal em Berlim foi libertado terça-feira à tarde. Agora, as autoridades alemãs procuram um outro homem, tunisino, que não conseguiu asilo. Em Portugal, os refugiados Mubarak, Daud, Ahmed e Y. falam do seu medo pelo medo crescente de quem os acolhe. Depoimentos na primeira pessoa

“Atacar os alemães é atacar a Merkel. E isso é atacar-nos a nós”

Mubarak M. Hussein, 31 anos, natural de Mogadíscio, na Somália, está em Portugal há quase seis anos. Veio diretamente de um centro de refugiados na Ucrânia, onde trabalhou como tradutor do ACNUR, depois de se licenciar em Direito Internacional. Tem três filhos pequenos a seu cargo

Tenho cinco dedos numa mão e nenhum deles é igual. As pessoas não são todas iguais. Nem todos os portugueses são bons, nem todos os alemães são maus. O mesmo para os refugiados. Uma pessoa que hoje é simpática e faz boas ações pode amanhã ser antipática e cometer más ações. E acredito que isto se consegue distinguir. A bondade ou a maldade não pertencem a uma raça ou nacionalidade.

Não tenho medo de ser confundido em Portugal com os terroristas. A maioria das pessoas percebe que isto não é feito em nome do Islão, nem que a culpa é da religião.

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