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Dor, consagração, euforia, determinação. E espetáculo

rui duarte silva

É um negócio de milhões que já foi crime, andou por piscinas vazias e só contava nos dias em que não havia ondas. Tudo mudou. Uma história visual do skate: o texto faz a cronologia, as fotografias no Porto e na Póvoa de Varzim expõem os artistas – e a dor e a consagração e a euforia e a determinação. E o espetáculo (“skate is not a crime”)

A história do skate começou com um dia sem ondas: no início da década de 60, um grupo de surfistas da Califórnia decidiu juntar quatro rodas de patins a uma tábua de madeira de forma a proporcionar movimentos semelhantes ao surf para os dias em que o mar estava flat. De início chamaram-lhe sidewalk surf, mas só em 1963 o nome skateboarding foi oficializado e nascia uma nova cultura. A do skate.

Foi já nos anos 70 que o desporto teve importantes evoluções. O aparecimento de rodas de poliuretano, em substituição das de ferro ou de plástico duro, permitiram maior velocidade e aderência e, consequentemente, melhores manobras. Por esta altura, os Estados Unidos passavam por fortes secas e racionamentos de água, o que levava os americanos a esvaziarem as piscinas de suas casas. Foi nestas piscinas de fundo arredondado, em que as paredes lembravam as ondas do surf, que o skate teve um grande impulso.

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