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Apoios do Estado aos bancos já atingem 8% do PIB

Resgate. Resolução do Banif foi a última grande operação e aconteceu no final de 2015. A mais cara, até ao momento, continua a ser o BES

nuno botelho

Fatura pode não ficar por aqui. Valor em causa - €14,3 mil milhões - dava para pagar praticamente um ano de pensões da Segurança Social, dez anos de subsídio de desemprego ou viver 12 meses sem cobrar IRS ou sem cobrar IVA

É uma notícia recorrente desde a crise financeira: a fatura do Estado com ajudas ao sector financeiro continua a aumentar. A partir de 2008, precisamente o ano do estouro do Lehman Brothers nos EUA, os governos europeus foram obrigados a revelar o custo dos apoios financeiros aos bancos e outras entidades financeiras. No reporte enviado ao Eurostat, esta informação é prestada num anexo independente e inclui não só injeções de capital mas também empréstimos ou garantias. Em Portugal, também o Tribunal de Contas tem dado atenção a esta questão.

Segundo o Parecer sobre a Conta Geral do Estado (CGE) de 2015, divulgado esta terça-feira pelo Tribunal de Contas, o custo das ajudas ao sector financeiro totalizou €14,3 mil milhões entre 2008 e 2015. Um valor que corresponde a 8% do PIB do ano passado e que daria, por exemplo, para pagar praticamente um ano de pensões da Segurança Social, dez anos de subsídio de desemprego ou viver 12 meses sem cobrar IRS ou sem cobrar IVA.

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