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Uma crise invisível

DESLOCADOS. Mais de 10% da população colombiana foi obrigada a fugir das povoações onde vivia, deixando para trás casas e terras. A família da foto reiniciou a vida numa plantação de café, em Serrania de Perijá (norte), abandonada pelos proprietários devido à guerra e onde, depois, famílias deslocadas pela violência passaram a trabalhar

JOHN VIZCAINO / REUTERS

Mais de sete milhões de colombianos vivem como refugiados dentro do seu próprio país. Em todo o mundo, só a Síria tem mais deslocados internos. O conflito armado de 52 anos entre o Estado colombiano e vários grupos de guerrilha é a principal causa para este êxodo forçado, mas não a única...

Margarida Mota

Jornalista

“Senhoras e senhores: há uma guerra a menos no mundo, é a guerra na Colômbia!” Juan Manuel Santos, o Presidente colombiano, vem repetindo esta ideia desde que o Estado colombiano e o principal grupo guerrilheiro — as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) — encetaram um processo de diálogo visando o fim de um conflito que dura há 52 anos. Repetiu-o, mais uma vez, em Oslo (Noruega), no passado dia 10, no seu discurso de agradecimento após receber o Prémio Nobel da Paz.

É verdade que as armas se calaram no país, mas para mais de sete milhões de colombianos — num país com uma população global a rondar os 47 milhões —, a guerra continua a outro nível: forçados a fugir das povoações onde viviam, perderam tudo, deixando para trás casas e terras. “A Colômbia tem o segundo mais alto número de deslocados internos em todo o mundo, embora a situação seja completamente diferente da da Síria (onde o número é maior), que tem sido dilacerada pela guerra”, diz ao Expresso Louise Hojen, investigadora no Council on Hemispheric Affairs, Washington D.C. (EUA).

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