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Quantos são os lesados do GES, o que vão receber, quem vai pagar e do que vão abdicar

nuno botelho

Governo anunciou esta segunda-feira a solução para os credores do papel comercial das empresas do grupo Espírito. Saiba como vai funcionar o mecanismo para pagar aos lesados que aderirem

António Costa anunciou a solução para os lesados do GES mas não disse qual era. Sem dar detalhes, numa conferência de imprensa em São Bento ladeado pelo governador do Banco de Portugal e pela presidente da CMVM, o primeiro-ministro disse que a solução é “o compromisso equilibrado que procura minimizar as perdas existentes”. E que “garante aos contribuintes que não terão que assegurar com o seu esforço financeiro a ultrapassagem desta situação”.

No entanto, nada disse em concreto sobre a solução cujos contornos foram sendo conhecidos na última semana. São 2143 contratos de papel comercial da Espírito Santo Internacional (ESI) e da Rioforte num montante total investido de €487 milhões (com juros). Deste total de verbas aplicadas, uns irão recuperar mais do que outros, em função do montante investido. Saiba como vai funcionar esta solução, tendo por base a informação atualmente conhecida e avançada nos últimos dias.

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  • Eu sei que as próximas linhas só me vão trazer dissabores. Acreditem, porém, que elas não são ditadas por qualquer desejo de prejudicar quem quer que seja. Pelo contrário, move-me uma questão que, penso, deveria unir todos: a Justiça. Ora, há tempos, o BES, por não poder ter mais dívida do próprio grupo no seu banco, vendeu-a aos balcões. Vendeu-a, ao que parece, de forma dolosa e enganadora aos seus clientes. A alguns terá mesmo vendido sem eles o saberem, desviando dinheiro de contas. Naturalmente, pessoas assim enganadas devem ser ressarcidas. Mas, pergunta-se, quem deve tomar essa decisão? Quem deve dirimir conflitos entre privados (BES e seus dirigentes e clientes e investidores)? A resposta, do meu ponto de vista, seria: os mecanismos regulatórios próprios e os tribunais