Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Cornucópia, a despedida

tiago miranda

Ao fim de 43 anos em cena, a Cornucópia diz adeus à cidade que lhe deve quase tudo

A partir deste sábado, a histórica companhia de teatro, a mais emblemática do teatro independente que se fez ao longo de 43 anos em Lisboa, encerra a porta do Teatro do Bairro Alto. Agora, como disse ao Expresso Cristina Reis, cenógrafa e alma da Cornucópia, que nos últimos anos tem partilhado a direção com o fundador Luís Miguel Cintra, o que se passará na companhia terá a ver com a gestão do espaço e do seu riquíssimo espólio.

A companhia não tem dinheiro. Os custos de produção e manutenção são superiores ao dinheiro que entra nas bilheteiras. A precariedade, a que o meio teatral também não escapa, a contínua redução de custos e o “teatro rápido” não são compatíveis com um património e com uma prática artística que exigem conhecimentos e tempo. Como disse Luís Miguel Cintra à imprensa, “fizemos muito, mas não podemos adaptar-nos a modelos de gestão que dificilmente nos habituaríamos a cumprir. Fomos vencidos”.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)