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Humor e redes sociais: não se pode brincar com coisas sérias?

luís barra

É uma discussão recorrente na era das redes sociais – os humoristas fazem piadas com temas mais ou menos sensíveis, os internautas indignam-se. Conversámos com quem faz rir em Portugal para saber quando é que uma piada passa a ser coisa séria

Na era das redes sociais, não é difícil iniciar uma polémica – bastam uns escassos ingredientes, como uma troca de respostas entre figuras públicas, para gerar comentários, respostas e indignações. E foi uma espécie de polémica a que se iniciou esta semana depois de Ricardo Araújo Pereira, que tem sido presença frequente na imprensa enquanto promove o seu novo livro, ter concedido uma entrevista ao “i” em que contava um episódio que lhe foi relatado por uma pessoa próxima, sobre dois amigos que entraram num bar e pediram dois gins tónicos.

O que se seguiu foi um diálogo em que o empregado do bar deixou um aviso inesperado: não tinha copos de balão e outras “paneleirices” para enfeitar o gin tónico, apenas copos altos sem mais adornos. O homem que pedira o gin respondeu então, conforme cita Ricardo Araújo Pereira: “Fico ofendido que diga paneleirices, que eu sou paneleiro e isso ofende-me”. E questiona o comediante nesta entrevista: já não se poderá porventura fazer piadas com “paneleirices” – e será que a palavra, usada naquele contexto, pretendia de facto dirigir-se aos homossexuais?

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