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Mais fortes que todo o horror

Nadia Murad, à esquerda, e Lamiya Aji Bashar, à direita: sobreviventes do impossível

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Nadia Murad e Lamiya Aji Bashar sofreram os piores horrores às mãos do Daesh – em 2014, foram raptadas e convertidas em escravas sexuais, mas conseguiram escapar e fizeram-se ouvir. Esta terça-feira recebem o prémio Sakharov pela defesa notável que fazem dos direitos humanos

Certamente, o dia 3 de agosto de 2014 não dirá nada de especial a quase ninguém que nos esteja a ler – mesmo puxando pela memória, não recordamos nenhuma efeméride ou registo digno de nota. No entanto, esse mesmo dia é sinónimo de tragédia para uma comunidade inteira, para centenas de milhares de pessoas que foram retiradas do lugar onde viviam pacificamente, que viram familiares e amigos morrer ou ser usados como mercadorias e como escravos sexuais, e para quem a vida como a conheciam terminou.

Foi nesse mesmo 3 de agosto que a vida das adolescentes Nadia e Laiya mudou para sempre. Até então, eram jovens com sonhos que cumpriam os seus estudos no seio de famílias grandes, a viver na região de Sinjar, no Iraque, casa da maior parte dos membros da comunidade Yazidi. Depois desse dia, tornaram-se escravas sexuais do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), que arrasou a aldeia Kocho, onde viviam. Ambas tiveram de lutar para se libertarem das mãos do grupo extremista e passarem a ser, como são hoje, ativistas pelos direitos da comunidade Yazidi, que defendem estar a ser vítima de um “genocídio” – e é essa luta que lhes valerá esta terça-feira a atribuição do prémio Sakharov, a principal distinção europeia pela defesa dos direitos humanos.

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