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O homem que vive à procura do livro certo

Um mundo com livros não significa um mundo com leitores. Perderam-se ambos num ponto nebuloso deste nosso tempo. Nunca houve tantos livros escritos, impressos e comprados como hoje e, paradoxalmente, nunca se leu tão pouco. O trabalho de Maurício Leite existe para que se voltem a encontrar. Dele é o projeto Mala de Leitura, já distinguido pela Unesco, criado para que os livros circulem e pelo caminho descubram o seu leitor particular

DO SERTÃO. Nasceu Maurício Corrêa Leite, no Estado do Mato Grosso, em 1954. E é lá perto que hoje também trabalha e tenta montar uma biblioteca. Pelo meio, correu mundo com a sua Mala de Leitura

DO SERTÃO. Nasceu Maurício Corrêa Leite, no Estado do Mato Grosso, em 1954. E é lá perto que hoje também trabalha e tenta montar uma biblioteca. Pelo meio, correu mundo com a sua Mala de Leitura

nuno botelho

Abre a mala. E abrir a mala é o gesto que o define. Não se trata uma mala qualquer: contém livros, livros grandes, magros, gordos, de páginas grossas ou finas como a seda. E objetos como uma caixa de música dentro da qual habita, liliputiana, uma biblioteca: banda desenhada do tamanho da palma da mão, “Fábulas” de La Fontaine que medem menos que o dedo mindinho, “O Principezinho”, “O Gato das Botas”. Também o “Cântico dos Cânticos” e uma edição da Bíblia em francês. E, claro, o amado “Dom Quixote”.

Porque há algo de quixotesco no trabalho que faz, na utopia que persegue. Maurício Leite quer um mundo leitor, o que não é necessariamente o mesmo que um mundo onde se publicam, vendem e compram livros. Onde é que uma coisa se perdeu da outra? Em que ponto do caminho? Quando é que ter livros deixou de significar lê-los?

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