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Défice empurrou recapitalização da CGD para 2017

josé carlos carvalho

O aumento de capital em dinheiro até 2,7 mil milhões estava previsto para este ano. Acabou adiado. Governo receava impacto no défice e a possível não saída do procedimento por défice excessivo

Não é uma questão de se. É uma questão de quanto. Assim se resume o motivo pelo qual o Governo decidiu adiar o aumento de capital da Caixa Geral de Depósitos. O dinheiro a injetar no banco vai ter um impacto no défice de acordo com as regras europeias, não se sabe é de quanto. E muito provavelmente só se saberá depois de o mesmo ocorrer.

Este cenário levantava um problema enorme ao Governo: ter de somar ao défice deste ano um montante que poderia ir até aos 2,7 mil milhões (ou mesmo até ao 5,2 mil milhões), o que atiraria o valor a reportar de Bruxelas para um patamar bem acima dos 3%. Embora fosse um fenómeno extraordinário, o mesmo poderia ser suficiente para complicar a saída de Portugal do procedimento por défice excessivo. Centeno não quis correr esse risco.

A decisão apanhou de surpresa a agora gestão demissionária da Caixa. E apesar de esta nunca ser dada como a razão que levou à saída de António Domingues, este considerava fundamental o aumento de capital ser feito até ao final do ano.

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