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Paulo Macedo, o homem reservado e para quem “a gestão da banca continua a ser muito complexa”

Aos 53 anos, Paulo Macedo vai liderar a recapitalização do banco público e tentar dar nova vida ao maior banco português. Há quatro anos, o então ministro da Saúde de Passos Coelho defendia que "os gestores da banca têm um papel muitíssimo difícil, todos os dias, para dar mais solidez às suas instituições". Agora, será posto à prova. Vai ganhar o mesmo que Domingues, que se demitiu por causa da polémica em torno do salário. Mas polémicas com ordenados elevados não são novas para Macedo. Quando foi diretor do Fisco, teve quase todo o país contra ele

Paulo Macedo foi, no passado, escolhido por Manuela Ferreira Leite para o Fisco e por Passos Coelho para a pasta da Saúde

Paulo Macedo foi, no passado, escolhido por Manuela Ferreira Leite para o Fisco e por Passos Coelho para a pasta da Saúde

Homem reservado, avesso a dar entrevistas e a expor a sua vida privada, Paulo Macedo conseguiu conciliar a extensa visibilidade pública da última década — como Diretor-Geral dos Impostos, entre 2004 e 2007, ou Ministro da Saúde, entre 2011 e 2015 — com uma exposição pouco habitual, de tão reduzida, para quem ocupa cargos públicos. Conseguiu, aliás, cumprir três anos como Diretor-Geral dos Impostos sem conceder uma única entrevista.

Em 2007, nas vésperas de abandonar o cargo, abriu a única exceção para falar com o Expresso. E justificou-se: “Tentei dar o máximo de estabilidade à DGCI, no sentido de haver o mínimo ruído para além do necessário. Em qualquer entrevista seria ressaltado a parte que provocasse mais ruído”.

Anos mais tarde, em entrevista à Visão, em 2011, já como Ministro da Saúde, completaria o raciocínio, quando confrontado de novo com a exiguidade de entrevistas dadas. E aliou o taticismo resultante dos cargos à necessidade, pessoal, de expor-se apenas dentro do estritamente necessário. “Percebo que possa existir alguma curiosidade, mas não vejo grande vantagem em revelar pormenores pessoais. As pessoas têm de ser apreciadas pelos resultados que apresentam e pela sua postura em termos profissionais, mais do que por revelarem onde nasceram, onde vivem, quais os seus gostos pessoais ou rendimentos”, disse.

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  • O homem que nunca falha uma missão

    “Um economista que seja apenas economista será sempre um pobre economista.” Nicolau Santos, diretor-adjunto do Expresso, sustenta por que motivo não é esse o caso de Paulo Macedo, escolhido pelo Governo para liderar a Caixa Geral de Depósitos