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“Escrever sobre humor é como tentar agarrar uma enguia”

LANÇAMENTO. Ricardo Araújo Pereira fala-nos do seu primeiro livro de ensaio

luís barra

Depois de várias recolhas de crónicas e textos radiofónicos, Ricardo Araújo Pereira lança o seu primeiro livro escrito de raiz: “A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar” (Tinta da China). É um ensaio em que o humorista procura compreender “o que raio" anda ele a fazer. Chega esta sexta-feira às livrarias

A sala, nas instalações da editora Tinta da China, tem uma janela alta, virada para um lago com patos. Ricardo Araújo Pereira aparece com o seu uniforme de humorista: fato escuro, camisa branca, gravata preta. Ele é uma das figuras públicas portuguesas mais populares da atualidade, mas nota-se que há em torno deste novo livro uma certa ansiedade, o nervosismo próprio das estreias. Se excluirmos os volumes que recolhem textos publicados na imprensa, ou lidos na rádio, este é o seu primeiro livro escrito enquanto tal. Um ensaio de um profissional excelentíssimo, às voltas com a essência do seu ofício.

Embora seja um livro sobre o humor, “A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar” não foi escrito para fazer rir. O que o levou a escrevê-lo?
Quando a Bárbara Bulhosa me abordou, em 2007, com a ideia de um livro, queria que eu escrevesse uma coisa mais ou menos deste género. Os outros livros que fui publicando nos últimos anos [compilações das crónicas para a “Visão” e da “Mixórdia de Temáticas”, as rábulas radiofónicas que fazem furor nas manhãs da Rádio Comercial] foram só coisas que me serviram para a ir enganando, até fazer finalmente o que ela queria.

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