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Foi o primeiro jornal português. E ajudou D. João IV a consolidar o poder em 1640

ESTRATÉGIA DA NOVA DINASTIA. Primeiro número da “Gazeta em Que Se Relatam as Novas Que Houve Nesta e Que vieram de Várias Partes” foi publicado em novembro de 1641

GAZETA DA RESTAURAÇÃO / BNP

O primeiro jornal português nasceu um ano depois de Portugal recuperar a independência, a 1 de dezembro de 1640. A Gazeta da Restauração foi acarinhada por D. João IV e seus apoiantes que viram neste periódico “um excelente instrumento de propaganda” de legitimação do novo poder e uma forma de denegrir os feitos dos espanhóis. Há 375 anos, as relações entre o poder político e o jornalismo já davam que pensar

D.João IV gostava da simplicidade do Alentejo e teria pouca paciência para os enfeites e fausto que os rituais das cortes barrocas exigiam. A política tem as suas regras, e o trineto de D. Manuel I que nascera destinado a ser o oitavo Duque de Bragança acabaria persuadido a juntar-se ao grupo de revoltosos que, em 1640, quis acabar com o poder de Felipe IV de Espanha (III de Portugal) e a política centralizada do seu valido Conde-Duque de Olivares.

Viviam-se tempos complicados em todos os reinos do velho continente. Desde o primeiro quartel do século XVII que o clima político favorecia o despertar da imprensa, e as gazetas “multiplicam-se por toda a Europa”, como escreve José Tengarrinha na “Nova História da Imprensa Portuguesa”: Primeiro surgiu a de Basileia, em 1610, depois a de Frankfurt e Viena, em 1615, Hamburgo em 1616, Berlim em 1617, Praga em 1619, Amesterdão em 1620, Londres em 1622. Anos mais tarde é a vez de chegarem a Florença e Roma.

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