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Domingues foi vítima de “turbilhão mediático politicamente instrumentalizado a resvalar para a demagogia populista”

CONTROVÉRSIA. António Domingues e Marcelo Rebelo de Sousa, na semana passado nos “Prémios Gazeta”, atribuídos a jornalistas

MÁRIO CRUZ / LUSA

Exclusivo Expresso. Administradores da Caixa quebram silêncio e respondem ao TC. Defesa diz que chegou a hora de responder à “verdadeira controvérsia” em que foram alvos de “apreciações de caráter político e supostamente ético” que “atingem o seu bom-nome”. E justifica que a questão é apenas legal. Ou devia ser.

Um “turbilhão mediático politicamente instrumentalizado e frequentemente a resvalar para a demagogia populista”. É nestes termos que a defesa da administração de Caixa Geral de Depósitos liderada por António Domingues qualifica o ambiente do último mês, que acabou na demissão de sete dos 11 administradores, incluindo do seu presidente, António Domingues.

A frase consta da pronúncia entregue ontem no Tribunal Constitucional, a que o Expresso teve acesso. São 37 páginas com argumentação jurídica para justificar a não entrega de declarações de rendimentos e património, mas também qualificando o ambiente que “a partir de meados do mês de Outubro de 2016” se tornou adverso, surgindo “no espaço público notícias, opiniões e outras manifestações” sobre “um alegado dever” de entregarem ao Tribunal Constitucional aquelas.

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    Sem o dizer explicitamente, Governo e PS (além dos parceiros) ficaram aliviados com a demissão do presidente da Caixa Geral de Depósitos. Já criava mais problemas do que resolvia. O próprio primeiro-ministro já estaria irritado com a indefinição de António Domingues

  • Seis administradores da CGD entregaram declarações. Não houve unanimidade

    Dos 11 administradores da CGD, seis entregaram ao Tribunal Constitucional as declarações de rendimentos e património, entre os quais António Domingues, Rui Vilar e Pedro Norton. Os dois últimos não assinaram o documento onde a administração justifica os motivos pelos quais os administradores entenderam não entregar estas declarações no passado