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Caso dos Comandos. PJ Militar teme que suspeitos perturbem a investigação

A cerimónia de entrega das boinas vermelhas decorreu na última sexta-feira no Centro de Tropas Comandos na Serra da Carregueira, em Sintra. De um total de 67 recrutas, 23 instruendos terminaram o curso 127

Tiago Miranda

Ministério Público pretendia que os sete militares constituídos arguidos no caso das mortes de Hugo Abreu e Dylan Silva ficassem suspensos de funções e impedidos de contactar com os restantes suspeitos e testemunhas. Juíza de instrução não concordou e colocou-os em liberdade há dez dias

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Os investigadores do caso da morte de Hugo Abreu e Dylan Silva, instruendos do curso 127 dos Comandos, receiam que a libertação dos sete arguidos, que ocorreu há dez dias, possa perturbar o decurso normal do processo, que está nas mãos da Polícia Judiciária Militar (PJM) e do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Os sete militares responsáveis pelo curso, que terminou na última sexta-feira no Centro de Tropas Comandos na Carregueira, em Sintra, ficaram com Termo de Identidade e Residência, exceto o médico Miguel Domingues, que está impedido temporariamente de exercer em unidades de saúde militares. Medidas de coação que ficam aquém das pedidas pelo Ministério Público (MP), que pretendia que todos fossem suspensos de funções e proibidos de contactar “com as testemunhas, ofendidos e restantes coarguidos” enquanto decorre a investigação. Para a procuradora Cândida Vilar, titular do processo, “os suspeitos em liberdade poderiam inviabilizar e perturbar o decurso das investigações pressionando os ofendidos e os outros instruendos, mantendo-se o clima de impunidade em que os arguidos têm vivido”, lê-se no despacho do MP. A juíza de instrução Cláudia Pina não teve o mesmo entendimento e colocou-os em liberdade.

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