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Quem se mete com Costa não leva... nada

alberto frias

Costa aplaca as tensões da esquerda e placa os ataques da direita. Um ano depois de ter tudo para correr mal tem um ano pela frente com tudo para correr bem. Crise interna só se houver choque externo. Análise a um ano de António Costa como primeiro-ministro

Quando, há um ano, António Costa anunciou a sua equipa ministerial, aqui a chamámos “um governo teso” - pelo óbvio duplo sentido coloquial. Teso porque sem dinheiro para investimento público que seria necessário; teso porque rijo politicamente para o que seria inevitável. Assim foi. Mas num governo em que centraliza a gestão de todos os dossiês difíceis, o mais teso foi mesmo António Costa.

A estabilidade política no final do ano foi conseguida à custa de uma instabilidade permanente ao longo desse ano, resultante de duas mesas de negociação que estiveram sempre abertas, cada uma delas com forças contrárias à da outra. Na mesa interna, a negociação permanente com o PCP e com o Bloco de Esquerda; na mesa externa, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. No primeiro ano, Costa venceu porque prevaleceu: as negociações foram feitas à custa de cedências, mas também de compatibilização de divergências. Um ano depois, as relações do governo com todos os protagonistas mantêm a tensão, mas uma tensão amistosa.

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  • Um ano a fazer voar as vacas

    O Governo que ninguém imaginava perante os resultados das eleições de 4 de outubro de 2015 e que, uma vez empossado com o apoio do BE e do PCP, muitos apostaram que não duraria muito tempo, cumpre um ano de existência este sábado. António Costa, o otimista (ou, como ele prefere, o determinado) primeiro-ministro, não esperava outra coisa: afinal, não é de hoje que acredita que “até as vacas podem voar”. Avaliamos os ministros um a um