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Envenenamento massivo atinge espécies protegidas no Alentejo

MORTE. Uma das aves de rapina encontradas mortas na zona de Castro Verde

FOTO LPN

É o maior caso de envenenamento de animais silvestres na zona de proteção especial de Castro Verde, no Alentejo, denuncia a Liga para a Proteção da Natureza. Numa semana foram encontrados 11 animais silvestres envenenados, 10 de espécies protegidas. Só um sobreviveu

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

O uso ilegal de venenos “continua a atingir muitas regiões rurais de Portugal, ameaçando a conservação da natureza, mas também a saúde pública das comunidades locais”, alerta Tito Rosa, presidente da Liga para Proteção da Natureza (LPN), em declarações ao Expresso. Só na última semana foram encontrados 11 animais silvestres envenenados na ZPE de Castro Verde, no Baixo Alentejo, entre os quais espécies ameaçadas como o milhafre-real e a águia-imperial-ibérica.

É o quarto caso de morte de águia-imperial-ibérica registado no Alentejo, em 2016. Esta ave de rapina de grande envergadura, está “criticamente em perigo” e contava apenas com 15 casais reprodutores em Portugal. Sendo necrófaga, alimenta-se de animais mortos o que reforça a ideia de que “as ameaças não-naturais podem pôr em risco toda a população nacional”, sublinha a bióloga da LPN, Rita Alcazar.

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