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Um ano a fazer voar as vacas

UM ANO DE GOVERNO. António Costa e o brinquedo que comprou há muitos anos em Londres que lhe permite demonstrar que “não há impossíveis”

Marcos Borga

O Governo que ninguém imaginava perante os resultados das eleições de 4 de outubro de 2015 e que, uma vez empossado com o apoio do BE e do PCP, muitos apostaram que não duraria muito tempo, cumpre um ano de existência este sábado. António Costa, o otimista (ou, como ele prefere, o determinado) primeiro-ministro, não esperava outra coisa: afinal, não é de hoje que acredita que “até as vacas podem voar”

“Mesmo aquilo que é mais improvável, como seja as vacas voarem, também isso pode não ser verdade e até as vacas podem voar”. A frase de António Costa, em maio, na apresentação do Simplex, tornou-se uma espécie de lema deste Governo, que estreou uma coligação de vontades do PS, PCP e BE. A fórmula era inédita, temida por alguns, criticada mesmo por socialistas, inspirou desconfianças, encontrou aliados onde eram menos esperados, como o Presidente da República, e já resistiu mais do que muitos previam, inclusive membros do atual Governo.

Um ano depois, em tempo de balanço, que conseguiu António Costa? Provar que, apesar das divergências, PS, PCP e BE conseguem entender-se, que a solução de Governo pode ser duradoura e que os quatro anos da legislatura podem não ser uma miragem, que Bruxelas e os investidores não se assustam com a sigla dos partidos de extrema-esquerda. O Orçamento do Estado para 2017 teve luz verde e não houve sanções de Bruxelas.

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