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Duas boas notícias, uma má e um protocolo blindado

CASAMENTO O novo acordo entre o Estado e Joe Berardo foi assinado esta quarta-feira e prevê que as 900 obras da Coleção Berardo permaneçam no CCB por um mínimo de seis anos

ALBERTO FRIAS

Para Pedro Lapa, a fixação de um apoio financeiro bienal “é o mínimo exigível para uma programação qualificada”. Mas nem tudo são rosas: o diretor artístico do Museu Berardo considera “lamentável” a extinção do fundo de aquisições que constava do acordo assinado 2006

São boas notícias.” Assim reage Pedro Lapa, o diretor artístico do Museu Berardo, ao conteúdo da adenda ao protocolo entre o Estado e Joe Berardo assinada esta manhã. O acordo, que começou a ser negociado entre ambas as partes antes do verão, prevê não só que o apoio financeiro do Estado à Fundação Coleção Berardo (FCB) seja fixada bienalmente por despacho da tutela, como também que seja especificada a percentagem afeta à programação. “Isto permite comprometer a programação para um espaço de dois anos, que é o mínimo exigível para uma programação qualificada, com parceiros e trocas significativas”, diz Pedro Lapa ao Expresso.

Até agora, com orçamentos anuais, “toda a atividade expositiva esgotava-se no próprio museu”, perdendo a oportunidade de circular pela impossibilidade de arranjar parceiros para coproduções. Tanto em 2015 como em 2016, o Museu Berardo contou com um orçamento de 2,1 milhões de euros e só 500 mil foram canalizados para a programação, o que “é insuficiente para um museu desta escala”, admite Pedro Lapa. O facto de haver uma percentagem a ser consagrada à programação implica “o reconhecimento de que o museu não existe só com a coleção e de que as atividades temporárias são um dos seus vetores estruturantes”.

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