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“As bolsas são um mecanismo precário e barato de contratação”

PROTESTO. André Janeco, presidente da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica, na manifestação convocada esta quarta-feira em Lisboa contra o adiamento da divulgação dos resultados do concurso nacional das bolsas de investigação para 28 de fevereiro de 2017

josé caria

O líder da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica, que esta quarta-feira se manifestaram em Lisboa em frente à sede da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), diz que os atrasos na atribuição de 1200 bolsas “deixam em suspenso a vida de mais de 5000 candidatos”. E até há bolseiros a trabalhar sem receber qualquer remuneração

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

É uma herança que vem do Governo anterior e dos tempos em que Mariano Gago era ministro da Ciência: a precariedade do trabalho dos bolseiros de investigação. O atual ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, quer resolver o problema e já anunciou uma série de medidas para estimular o emprego científico, que substituam progressivamente as bolsas por contratos após três anos de trabalho pós-doutoral. Essas medidas incluem pelo menos 1000 novos contratos feitos pelas instituições de ensino superior até ao final de 2019.

Mas os bolseiros não estão satisfeitos e acham estas medidas insuficientes. André Janeco, presidente da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), que está a concluir o doutoramento na área da Física de Plasmas, apesar da sua bolsa já ter terminado, afirma em entrevista ao Expresso que estas soluções “institucionalizam a precariedade, porque só preveem um contrato de trabalho a termo”.

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