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Orientação para tempos difíceis

Numa Europa em crise existencial com o Brexit, num mundo com Trump à frente do país mais poderoso do planeta e com desafios eleitorais sensíveis em perspetiva (França, Itália, Áustria, Alemanha), Merkel é apresentada como a derradeira esperança do progressismo liberal num momento de alta tensão e incerteza. A questão é saber se será capaz de travar a onda nacionalista que está a varrer o Ocidente

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Há uma semana, enquanto o mundo tentava reorganizar as ideias depois da surpreendente eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, o vice-diretor do Centro de Reformas Europeias de Londres declarou ao “New York Times” que “temos muita sorte que a Alemanha seja atualmente liderada por Merkel, porque existe uma hipótese de ela assumir as rédeas e fazer o que a Europa precisa que ela faça”. Numa altura em que os EUA substituíram Barack Obama por um populista de excelência, referiu Simon Tilford, e sobretudo numa fase de transição para a era Trump que está a elevar o espectro de um governo de brancos nacionalistas antiglobalização, “nunca antes se cavalgou tanto os alemães”.

Para a maioria dos analistas, não é só a Europa que precisa mais do que nunca de uma Alemanha forte e Merkel sabe-o. Foi por isso que a confirmação de que se vai recandidatar a um quarto mandato consecutivo não apanhou ninguém de surpresa. “Pensei sobre isto durante muito tempo”, disse a chanceler na sede da sua União Democrata-Cristã (CDU) domingo à noite, tomando as rédeas como Tilford e outros antecipavam. “A decisão para um quarto mandato, após 11 anos no cargo, é tudo menos banal”, assumiu.

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