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Herman José: “As minhas mulheres ficam sempre iguais à minha mãe”

HERMAN JOSÉ. No clube noturno Finalmente antes de receber um prémio

tiago miranda

Herman José foi o escolhido para receber o primeiro Troféu de Artes Cénicas do Finalmente, galardão criado pelo clube noturno para reclamar um lugar para o transformismo e o travestismo na cultura. “Quando os países se ‘putinizam’, as primeiras franjas de liberdade a cortar são estas”

Cristina Margato

Cristina Margato

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Jornalista

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

Os holofotes cercaram o número 38 da Rua da Palmeira, em Lisboa, no passado dia 11. No chão, uma ‘espirituosa’ passadeira violeta e a rodeá-la uma pequena multidão. À porta do Finalmente, que comemora 40 anos de vida, esperava-se o primeiro galardoado do prémio que o clube noturno criou para assinalar tanta década dedicada ao transformismo e ao travestismo. O I Troféu de Artes Cénicas Finalmente Club não esqueceu as inúmeras mulheres que Herman José concebeu ao longo da carreira, nem a importância que o seu trabalho teve para comunidade LGBTQIA.

Não faltaram à cerimónia elementos do júri, como foi o caso da ex-deputada Inês de Medeiros, da jornalista Fernanda Câncio ou da fadista Maria da Fé, mas também da vida política atual, de que foi exemplo o secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, atento - como o próprio confessou - “a formas culturais que se desenvolveram na cultura e que há 10 ou 15 anos não eram consideradas”. O espetáculo, de resto, abriria sem playback, com uma canção de Débora Cristal que é ela própria uma reclamação: “Passaram os anos / tudo o que fizemos foi com o coração / e hoje celebramos / podem achar loucura / mas achamos que o que fazemos é cultura”. Falámos com o premiado antes de subir ao palco para receber o troféu e, como é hábito, brindar-nos com uma hilariante atuação.

Lembra-se da primeira vez que entrou no Finalmente?
Deve ter sido durante a fase da vida portuguesa mais livre de todas, uma época boémia que tem que ver com a chegada do 25 de Abril e da liberdade. Saíamos do teatro e começávamos a correr as capelinhas. O Finalmente fazia parte de um conjunto de espaços, absolutamente livres, que foram abrindo nesta área de Lisboa.

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