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Arquivados, até melhores provas

Os casos de morte de comandos durante a instrução não são de hoje. Recuperamos Arquivos Expresso de setembro e outubro de 1991 sobre o drama das mortes - 30 até então - em nome das tropas de elite portuguesas

“PROVA DE CHOQUE” Em 1988 dois “comandos” morreram e a instrução chegou, mais tarde, a ser suspensa pelo Estado Maior

“PROVA DE CHOQUE” Em 1988 dois “comandos” morreram e a instrução chegou, mais tarde, a ser suspensa pelo Estado Maior

d.r.

Foram todos notícia quando morreram durante as mais duras provas do serviço militar. Passaram anos e as suas histórias só são relembradas quando novos acidentes surgem nos Comandos. Eram jovens e em comum o tiveram o fim: o drama de morrer em nome das tropas de elite portuguesas. Mas as coincidências não terminam aqui. Em todos estes casos os processos de averiguações deixaram as famílias descontentes. Impedidos de ver os corpos, mais do que os minutos necessários para um último adeus, os pais ficaram sem nada. Não houve sequer direito a indemnizações, nem a pensões de Preço de Sangue.

Os processos, redigidos sob a alçada exclusiva dos militares, não admitem recursos nem a intervenção das autoridades civis. “Justiça Militar oblige”, afirmam os peritos. E depois de 30 mortes prematuras a resposta tarda e irremediavelmente repete o lema: “arquivado, até melhores provas”. Até hoje.

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