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De Tahrir a Trump, nem tudo o que vem à rede é peixe

INTERNET. As redes sociais raramente confrontam as pessoas com ideias ou notícias contrárias às que gostam ou apreciam, colocando os utilizadores perante uma ideia falsa de que estão abertas ao mundo. 2011

BRYAN THOMAS/GETTY

O algoritmo do Facebook é isso mesmo: uma forma sofisticada de adaptar conteúdos a quem usa a rede, de forma a que, sem o perceber, acaba por ver muitas coisas ao seu gosto e a não ver o que lhe interessa menos. Uma coisa vem com a outra

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Em 2011 houve quem acreditasse que a internet e as redes sociais iam promover a democracia em todo o mundo, numa velocidade sem precedentes. A ideia, muito alimentada pelas primaveras árabes, era a de que as redes sociais tinham uma natureza e escala inéditas e que a tecnologia em que se apoiavam era virtualmente imparável por ditaduras ou autocracias. Na altura, houve quem promovesse a candidatura do Twitter ao Prémio Nobel da Paz e um egípcio batizou um filho como “Facebook” em plena euforia da Praça Tahrir!

Nesse período, em que as primaveras árabes prometiam um novo ciclo de democratização no mundo, poucas vozes tiveram a lucidez de dizer o contrário. As mais conhecidas foram as do jornalista Malcolm Gladwell e do académico Evgeni Morozov, que, em ensaios polémicos, ridicularizaram as capacidades revolucionárias das redes sociais e, sobretudo, a ideia de que eram “armas” democráticas sem precedentes.

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