Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

“Se me maltratas mato-te”, disse Balbina Guerra brandindo o machado contra o marido

Retrato robô. Balbina da Rocha Guerra

Bebia porque o marido a maltratava ou este batia-lhe porque ela se embriagava... Obrigados a casar pelas circunstâncias, uma criança nascida ainda antes do casamento, Balbina e João, ele mais novo 14 anos do que ela, nunca terão vivido em harmonia. A vida em comum acabou em menos de quatro anos e da pior maneira, à machadada. Este é o décimo e último capítulo da segunda temporada da série “Criminosas portuguesas”, da rubrica “Crime à Segunda”

Anabela Natário

Anabela Natário

texto

Jornalista

João Roberto

João Roberto

ilustração

Motion designer

Celebraram o matrimónio meses depois de ter nascido o filho. Viveram juntos menos de quatro anos, eram incompatíveis. Disse-se que o marido, muito mais novo, várias vezes a “repreendeu” e a pôs fora de casa por não aguentar o efeito do vinho na mulher. Um dia, ela regressou, agarrou num machado e numa foice e atacou João. Presa, Balbina começará por se dizer inocente, depois culpada, depois cúmplice de um vizinho... e ir-se-á repetindo até ser condenada a oito anos de prisão e doze de degredo, em março de 1883.

Balbina queria deitar-se ao rio Douro. À sua volta, um grupo de gente tenta persuadi-la a não o fazer, consegue convencê-la a sentar-se. Mas ela está ébria, desorientada, gesticula, insiste na ideia que a fez percorrer uma dezena de quilómetros até ao Porto. Os curiosos sobem de número, fazem já um grande circulo na quadrada praça da Ribeira, um deles avança, pergunta-lhe o nome, onde mora e, quando na resposta ouve freguesia de Gulpilhares, vem-lhe à memória o recente assassínio de um lavrador do vizinho concelho de Gaia.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)