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Estou pronto, Senhor

1934-2016 14 álbuns e todas as canções de amor

Leonard Cohen foi um cavalheiro até na hora da sua morte – sabendo que o choque da partida seria imenso, fez questão de explicar que “estava pronto” e que “as coisas espirituais tomaram o seu lugar”. A preparação não torna a sua ausência mais fácil, mas consolemo-nos a pensar que ele e Marianne já devem estar juntos em qualquer parte, “a rir e a chorar de tudo, mais uma vez”

Não queremos começar com um cliché, porque Leonard Cohen não o merecia. Não queremos começar este texto com versos óbvios, porque seria irónico cair nessa armadilha quando o assunto é a despedida de um dos maiores compositores e poetas de todos os tempos, aquele para quem gostávamos de pedir o Nobel se ainda fôssemos a tempo. Não queremos começar este texto com referências à canções de despedida, a “So long, Marianne” e “You want it darker”, porque Cohen não merece que deixemos a preguiça apoderar-se de nós no momento da homenagem.

Mas queremos esclarecer: os clichés vão aparecer.

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