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Quem deu a vitória a Trump

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A maioria silenciosa fez-se ouvir. Não falamos do eleitorado hispânico, mas do conservador, branco e operário, este último democrata por tradição e que mudou o seu sentido do voto, entregando de bandeja o triunfo ao candidato republicano nas presidenciais norte-americanas

As sondagens falharam e o aumento do voto hispânico (40% em alguns estados) não foi suficiente para eleger Hillary Clinton, que ainda conseguiu desbaratar a “coligação Obama”, conjunto de eleitores composto na maioria por negros, jovens e mulheres que em 2008 e em 2012 votaram massivamente no primeiro chefe de Estado afro-americano. Some-se um recorde de participação eleitoral na América profunda e eis por que razão o candidato republicano, Donald Trump, venceu as presidenciais norte-americanas.

Em entrevista ao Expresso, Ben Ginsberg, ex-membro do Conselho Nacional Republicano, órgão máximo do Partido, explica ao pormenor o segredo do sucesso da campanha do magnata nova-iorquino. “A América profunda veio em socorro do seu candidato, mas não se pense que estou a falar só do indefetível conservador. Não. Falo dos democratas da cintura industrial, principalmente do Michigan, da Pensilvânia, do Wisconsin e do Ohio que já em 1984 tinham votado em Ronald Reagan. É um fenómeno político sobejamente estudado. São os chamados Reagan Democrats, que a partir de hoje são rebatizados para Trump Democrats”.

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