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Reestruturação da dívida: o elefante na sala da geringonça

PRIMEIRO DIA. O primeiro ministro e o ministro das Finanças no Debate do Orçamento

MARCOS BORGA

Primeiro dia de debate na generalidade sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2017 recoloca na agenda um dos temas que mais divide os parceiros da atual solução de Governo: Bloco de Esquerda e PCP dizem que sem reestruturação da dívida, as resposta orçamentais continuarão a ser "insuficientes"; mas o Governo insiste embora os juros da dívida sejam altos, o país "tem de respeitar os compromissos" e que esse tema só poderá debater-se "a nível europeu"

A divergência não é nova, mas ganha outra dimensão quando é invocada no debate que visa aprovar um Orçamento do Estado que terá o apoio de PS, Bloco de Esquerda e PCP. O documento será aprovado, sim, mas. E o principal "mas" vem em forma de "constrangimento europeu". Bloquistas e comunistas não colocam em causa o seu apoio a um orçamento que mantém "o rumo de recuperação de rendimentos" para os cidadãos portugueses, mas expõem de forma clara a mais evidente das fraturas da geringonça.

"Este Orçamento do Estado apresenta um excedente orçamental de mais de 5 mil milhões. Todo este excedente está a ir diretamente para o pagamento de juros da divida. E não chega: ainda temos de endividar-nos para pagar uma divida que nunca vamos conseguir pagar", argumentou a deputada Mariana Mortágua na primeira intervenção do BE na discussão do Orçamento do Estado, que hoje se iniciou e que amanhã termina na Assembleia da República.

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