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O dia em que os húngaros pegaram em armas. E o dia em que foram esmagados

COMUNISMO Tanques nas ruas de Budapeste, na Hungria

foto cedida pela embaixada da hungria em lisboa

Por ocasião dos 60 anos do levantamento húngaro de 1956, um dos sobreviventes evoca uma luta que começou por envolver apenas estudantes mas acabou por ganhar dimensão nacional, desafiando o poder soviético, que acabou por esmagar a revolta, no dia 4 de novembro, faz esta sexta-feira 60 anos

A memória não atraiçoa Mátyás Sárközi, escritor e antigo correspondente da BBC, que recorda como aderiu ao levantamento. “Só queria andar pelas ruas e ver tudo. Havia imensas coisas a acontecer e depois os tanques russos começaram a disparar.”

O jornalista recorda o que se seguiu até 4 de novembro, dia do esmagamento das barricadas. Assistiu aos primeiros disparos da polícia contra os manifestantes da varanda de um prédio contíguo ao edifício do parlamento, em Budapeste. Viu o primeiro homem tombar, atingido por uma bala. Um jovem, como ele.

“Nesse dia corri a escrever o meu artigo. Depois fui convidado a juntar-me à luta armada. Não combati nas barricadas, só ajudei a transportar armas para quem precisava”, contou Sárközi.

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