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Como as novas tabelas mudam a leitura que se fazia do OE

NÚMEROS. Depois de forte insistência da Oposição e da resistência do Governo, Mário Centeno acabou por enviar ao Parlamento as tabelas em falta no Orçamento para 2017 que revelam as estimativas para receita e despesa no final deste ano

JOSÉ CARLOS CARVALHO

Administração Interna e Saúde vão ter apenas um terço do reforço de verbas que se pensava inicialmente. Defesa tem aumento dez vezes maior e Educação afinal encolhe em 2017. É a diferença entre comparar o Orçamento de 2017 com o deste ano ou com a estimativa de execução no final de 2016

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Na análise de um Orçamento do Estado a relatividade é rainha. Não é a relatividade geral de Einstein, mas é a relatividade dos números. A despesa em saúde vai aumentar em relação ao ano anterior? O governo vai conseguir ficar abaixo do limite de défice que fixou? A receita de IRS consegue atingir o que foi fixado originalmente no Orçamento? Comparações, comparações e mais comparações. Não é por acaso que a Oposição se queixou energicamente, desde que o documento foi entregue, contra a falta estimativas para o final do ano corrente que sempre fazem parte do relatório do Orçamento. Sem estes números, é impossível a responder a estas perguntas e a outras perguntas.

As tabelas que o ministério das Finanças enviou ao Parlamento ao final do dia da última sexta-feira resolvem este problema e acabam por dar uma visão diferente da evolução do dinheiro que cada ministério tem para gastar no próximo ano. Havia alguns que, aparentemente, teriam um orçamento mais folgado e afinal vão apertar o cinto. E outros cujos aumentos serão bem menores do que se pensava. É que os números finais estimados para 2016 não são exatamente iguais ao que foi inscrito no Orçamento para 2016.

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