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A “selva” foi limpa. O destino dos migrantes continua incerto

O acampamento de Calais foi desmantelado esta semana. Migrantes e refugiados foram repartidos por 450 centros de acolhimento por toda a França, onde poderão pedir asilo — ainda que o grande objetivo de muitos seja atravessar o Canal da Mancha e ir para o Reino Unido

Margarida Mota

Jornalista

Foi durante anos o símbolo da incapacidade europeia em lidar com a maior vaga migratória desde a II Guerra Mundial. Um grande movimento de pessoas com contornos de uma crise profunda, já que muitos dos que se fixaram naquele baldio de quatro quilómetros quadrados junto ao porto francês de Calais fugiam da guerra, de perseguições e da pobreza generalizada em países como Síria, Afeganistão, Paquistão, Sudão e Eritreia.

Em Calais, o ponto mais próximo à costa britânica, milhares aguardaram infinitamente pelo dia em que surgiria a oportunidade de “darem o salto” através do Canal da Mancha na direção do Reino Unido, o sonho final. A partir desta semana, a estratégia terá de ser outra. A “selva” de Calais — como ficou conhecido este acampamento de migrantes e refugiados e que mais parecia uma lixeira — foi desmantelado esta semana.

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