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“Foi por gostar muito dele que me desgracei. Paciência”, justificou-se a falsificadora de moeda

RETRATO-ROBÔ Rita de Melo

ilustração joão roberto

Quando a vida dera uma volta, para si a melhor, e Rita de Melo passara de prostituta a falsificadora de moeda, com o seu amante João Batata, apareceu a polícia na rua das Atafonas... Ele confessará tudo e entregará a quadrilha que ambos chefiavam. Ela chorará de amor, resignada

Anabela Natário

Anabela Natário

texto

Jornalista

João Roberto

João Roberto

ilustração

Motion designer

Rita andava encantada da vida. E não por o reino ser desde há seis meses uma República. Deixara a rua, vivia com o seu amor, podia comprar roupa e libras de ouro de que tanto gostava. A indústria que criaram ia de vento em pompa, até já exportavam para Espanha, e dava-lhes tempo para gastar em pândegas, teatro, bailes e bailaricos. Mas tudo tem um fim. “Foi por gostar muito dele que me desgracei. Paciência”, desabafou no dia em que foi presa por fabricar moeda.

“Feita 'cocotte', das que passeiam os 'trottoirs' da baixa e habitam a travessa da Palha, vestindo elegantemente, de chapéu, vestidos caros, joias, muito ouro ao pescoço, sempre finamente enluvada e calçada, e tendo uma numerosa roda de admiradores”, assim era Rita de Melo, ainda em tempos de monarquia, no dizer do jornalista de “O Século”, quando descreveu a prisão dos fabricantes de moeda falsa da rua das Atafonas, no dia 30 de janeiro de 1911, baseado no que o amante dela (hoje dir-se-ia companheiro) relatou à polícia e no juízo de instrução criminal.

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