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Verdades e falsidades do debate em que Trump habló espanhol

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O terceiro debate entre os dois principais candidatos à Casa Branca, o último antes das eleições de 8 de novembro, foi dividido em dez segmentos pelo moderador Chris Wallace. Escrutinamos à lupa cada um deles e tentamos detetar inconsistências nos argumentos dos dois candidatos. Antes deste debate, uma estatística proclamava isto: 71% das alegações de Trump durante a campanha foram falsas contra 27% de incongruências atribuídas a Clinton. Mais dados: numa sondagem recente para a ABC News e o “Washington Post”, 62% dos inquiridos disseram que não gostam e não confiam na candidata democrata, ainda assim um nível de popularidade menos mau que o de Trump, nessa e noutras sondagens

Ao contrário dos anteriores debates, em que pouco ou nada foi discutido sobre os programas políticos dos aspirantes à Casa Branca, esta noite foi recheada de conteúdo, entre factos e mentiras repescados por um Donald Trump e uma Hillary Clinton mais sóbrios e relativamente mais moderados, ainda assim investidos em lutar na lama.

A democrata voltou a acusar Trump de comportamentos “predatórios” com as mulheres e exigiu-lhe que condenasse a ingerência da Rússia nas eleições através de ciberataques aos democratas. O moderador, Chris Wallace, apoiou essa exigência e confrontou o republicano com as suas próprias alegações de uma fraude eleitoral à espera de acontecer (para já não admite a derrota); à democrata pediu explicações sobre os seus discursos pagos, que a WikiLeaks revelou há uma semana. A dada altura, Clinton viu-se obrigada a defender não só o seu currículo, mas também o do marido e o de Barack Obama, encerrando o debate com a mira apontada aos indecisos.

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  • “Agora depende de vocês” (e Trump diz que isso pode ser uma fraude)

    “Quero manter o suspense”, respondeu o candidato republicano quando o moderador Chris Wallace lhe perguntou se vai respeitar o “princípio democrático” de aceitar os resultados eleitorais (provavelmente favoráveis a Hillary Clinton, segundo as mais recentes sondagens). Foi a última vez que os dois candidatos se bateram num frente a frente antes da ida às urnas, a 8 de novembro. “Agora a decisão depende de vocês”, concluiu o moderador dirigindo-se aos espectadores americanos. Mas Trump diz que alguns desses “vocês” vão votar sem estarem autorizados a fazê-lo e que Hillary nem sequer devia estar na corrida eleitoral. E resumiu tudo a um substantivo: “fraude”

  • Trump apostou tudo em Las Vegas, mas no partido já se pensa em 2020

    Donald Trump esgotou no debate televisivo desta quarta-feira (madrugada de quinta em Portugal) uma das últimas oportunidades para recuperar nas sondagens, tentando reconquistar o voto das mulheres conservadoras que não lhe perdoam os alegados escândalos sexuais. E será que conseguiu? Congressistas republicanos dizem ao Expresso que o melhor é o partido começar já a pensar em 2020

  • Há um fantasma de guerra civil a pairar sobre a sociedade americana

    Este é um texto escrito antes do último debate Trump/Hillary que pode e deve ser lido a seguir ao debate. Porque a contextualização de um acontecimento relevante como este é tão válida antes como depois do evento que a motivou. É que a tensão que existia antes não vai desaparecer após o debate - e é preciso acompanhar e explicar essa tensão enquanto ela evolui e se modifica, para que se entenda a complexidade desse grande espetáculo americano que é a corrida presidencial. O embate começa às 02h de Portugal Continental