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Como o menor crescimento do PIB vai ajudar Centeno a convencer Bruxelas

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EQUILÍBRIO DIFÍCIL. A revisão em baixa das metas de crescimento ajudaram o ministro das Finanças a apresentar um Orçamento que agrada aos partidos de esquerda que apoiam o governo e cumpre as exigências europeias

JOSÉ CARLOS CARVALHO

Menor andamento da economia em 2016 e 2017 agrava distância para o produto potencial e favorece ajustamento estrutural. À primeira vista, os números de Mário Centeno cumprem consolidação mínima. Resta saber se a Comissão Europeia concorda

Já diz o povo que “há males que vêm por bem”. No Orçamento do Estado para 2017, o ditado cai que nem uma luva. O governo vai falhar a meta de crescimento do PIB este ano - contava com 1,8% e agora aponta para 1,2% - e reviu a anterior projeção para 2017 (eram 1,8% que encolheram para 1,5%). Mas é uma boa notícia para Mário Centeno, que assim pode mais facilmente cumprir as exigências de Bruxelas.

Como é que isso acontece? Tem tudo que ver com a forma com é calculada a melhoria estrutural das contas. O saldo estrutural (que retira ao saldo nominal o efeito do andamento da economia e os efeitos temporários) é calculado em função do PIB potencial, ou seja, aquilo que a economia produz se estiver no pleno emprego. Para chegar ao défice estrutural é necessário retirar ao défice nominal a componente cíclica que corresponde à parcela que depende do nível do PIB. E essa parte é tanto maior quanto mais longe a economia estiver do seu potencial - o chamado “hiato do produto”.

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