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Tailândia vai fazer um ano de luto pelo Rei. Porquê?

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PAI DO POVO. Bhumibol reinou durante 70 anos e conseguiu manter vários equilíbrios no país, apesar de não ter resolvido problemas estruturais. Era venerado pelos súbitos de forma quase consensual

Estava velho e doente e raramente aparecia em público. Mas, apesar de serem muitos os sinais de que a morte do Rei estava a chegar, os tailandeses estão inconsoláveis com a sua partida. A despedida de Bhumibol vai ser longa, o povo não deverá participar em qualquer festejo no próximo mês e os funcionários públicos terão de vestir preto durante um ano. Tudo em nome do respeito e do amor pelo Chefe de Estado

Foi o único rei do seu país que nasceu nos Estados Unidos. Bhumibol veio ao mundo em Cambridge, na costa leste do país, a 5 de dezembro de 1927 quando o pai, Mahidol Adulyadej, cursava Medicina na prestigiada Universidade de Harvard, e o país de que um dia viria a ser Rei se chamava Sião − nome por que a Tailândia foi conhecida até 23 de junho de 1939. Na altura, o bebé foi simplesmente ‘registado’ na maternidade como bebé Songkla, e nunca deveria ter sido rei, apesar de Rama I, um dos seu antepassados, ter sido o refundador do reino − e fundador da cidade de Banguecoque − no século XVIII, depois de um período de domínio birmanês.

O pai de Songkla, que introduziu a medicina moderna na Tailândia, seguiu os costumes da terra, e pediu ao tio Rama VII, monarca do país, que escolhesse o nome do varão que nascera em solo estrangeiro. O nome teria de ser auspicioso, como manda a tradição budista, e Rama VII decidiu que irmão mais novo de Ananda, predestinado a ser o rei Rama VIII, se chamaria Bhumibol, que significa “força da terra, poder incomparável”.

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