Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Quando o poder não tem dinheiro

  • 333

ILUSTRAÇão LUCY PEPPER

Em dia de apresentação de Orçamento, contamos-lhe como a história contemporânea portuguesa começou com uma bancarrota e como desde então as agitações políticas têm tido sempre um lugar comum: miséria e cofres vazios. Este texto, do historiador Rui Ramos, foi publicado originalmente na Revista do Expresso de 28 de maio de 2011

Rui Ramos (texto), Lucy Pepper (ilustrações)

Nada mais letal, na história de um regime político, do que a falta de dinheiro. Passem-se em revista as revoluções, agitações ou mudanças de orientação governativa em Portugal desde o século XIX. Atrás de quase todas estão cofres vazios, moeda sem valor e juros proibitivos. Não admira que a principal obsessão de todos os regimes - monarquia constitucional, I República, Estado Novo - tivesse sido "sanear as finanças". Não eram regimes democráticos, embora alguns invocassem uma legitimidade democrática.

O seu poder dependia de arranjarem meios para, de um modo sustentado, satisfazerem clientelas e financiarem meios de repressão. No dia em que deixavam de pagar ao exército e aos funcionários ou lhes pagavam em moeda desvalorizada, tremiam. Estará a atual democracia isenta desta velha fatalidade?

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)