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A October Surprise que não conseguiu dar cabo de Hillary

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CARLOS BARRIA/REUTERS

Se o objetivo da Wikileaks (e da Rússia, ao que parece) ao revelar os discursos de Hillary Clinton era destruir a sua campanha, falhou espetacularmente

Luís M. Faria

Jornalista

Nos Estados Unidos chama-se October Surprise, surpresa de outubro, a um evento noticioso criado especificamente para influenciar uma eleição. O termo usa-se com especial frequência quando há presidenciais, até porque foi em eleições desse tipo que surgiram os exemplos mais notórios; por exemplo, em 1980, quando o então presidente Jimmy Carter tentou uma operação militar para libertar reféns americanos no Irão. A operação falhou e ele não foi reeleito, mas em eleições subsequentes continuou a haver surpresas de outubro, geralmente sob a forma de alguma revelação embaraçosa para um candidato.

Este ano parece que estava preparada uma contra Hillary Clinton. ‘Hackers’ ao serviço da Rússia já em junho tinham feito publicar via Wikileaks emails internos do partido democrata que mostravam a cumplicidade do aparelho partidário com aquela candidata em particular. Agora falava-se na possibilidade de repetirem o gesto com outro material comprometedor.

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