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O luto molhado de uma vila pacata

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BUSCAS. Operação policial perto da localidade de Candal, São Pedro do Sul, montada para a captura do homem suspeito de ter assassinado um militar da GNR e de ter ferido outro em Aguiar da Beira

PAULO NOVAIS / LUSA

Aguiar da Beira viu-lhe chegar o crime que tomava por exclusivo de notícias distantes. O único conforto, se é que há conforto algum no horror, é que os criminosos não eram dali. Um deles teve 200 militares no seu encalce e continua desaparecido. Enquanto isso, a chuva cai e o luto ocorre na vila atacada

Fábio Monteiro

Fábio Monteiro

(texto), SIC Notícias (vídeo)

Jornalista

O hotel Caldas da Cavaca escureceu. O esqueleto de cimento, que “já vem a ser construído” há alguns anos, está encharcado; a chuva chegou a Aguiar da Beira num dia amargo. As manchas de sangue deixadas pelos dois militares da GNR, baleados enquanto faziam uma inspeção de rotina na madrugada de terça-feira, foram lavadas pela água; a terra absorveu o resto.

Carlos Caetano, 29 anos, e o seu colega de 41 anos passavam por esta obra, situada num local ermo da vila, precisamente porque já existia um historial de roubos na área. “A obra já foi roubada muitas, muitas vezes”, diz Gumersindo Oliveira, o responsável pelo empreendimento turístico. Já levaram cobre, máquinas e motores, computadores, cabines. Só ficava “o que estava agarrado às paredes”.

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