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Negociações difíceis. BE e PCP esticam a corda orçamental

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marcos borga

Partidos que apoiam o Governo no Parlamento não desistem do aumento de 10 euros nas pensões, nem do fim da sobretaxa de IRS. Mas admitem discutir o assunto na especialidade. Para isso, no entanto, o Governo recorda que é “preciso ter a proposta aprovada na generalidade”

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O Orçamento do Estado para 2017 será aprovado amanhã em Conselho de Ministros e entregue formalmente na Assembleia da República na sexta-feira. Mas BE e PCP não dão por fechadas as negociações para viabilizar documento: insistem no aumento de 10 euros para as pensões, querem o fim imediato da sobretaxa de IRS, criticam a eventual cedência a pressões europeias nas metas do défice e rejeitam recuos nos planos iniciais acordados pela esquerda para a devolução de rendimentos às famílias.

Ainda sem respostas definitivas por parte do Governo, os dois partidos deixam o aviso: a eventual aprovação do OE na generalidade implica compromissos para que as suas reivindicações (ou parte significativa delas) sejam atendidas na discussão do diploma na especialidade. Mas por parte do Executivo, o secretário do Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, fez questão de recordar a ordem natural das coisas orçamentais: "Para a especialidade temos de ter a proposta inicial aprovada na generalidade", respondeu aos jornalistas no final da ronda de reuniões com os partidos, quando questionado sobre a abertura do Governo para acomodar, na especialidade, reivindicações dos parceiros do Governo que não estejam contempladas na proposta original de Orçamento do Estado para 2017.

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