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Atravessámos Portugal de lés a lés num carro elétrico: é possível, mas não é (nada) fácil

Ligámos Valença, junto ao Rio Minho, a Albufeira, no Algarve. Um percurso de 700 km ao volante de um Nissan Leaf que provou que já é possível fazer viagens (muito) longas num veículo elétrico. Mas (ainda) é preciso planeamento, sorte e paciência para usar um carro totalmente elétrico - que no entanto será usual num futuro próximo. Ainda esta semana, o Conselho Federal alemão aprovou uma resolução para banir a venda de carros com motores de combustão a partir de 2030

O objetivo: ligar a fronteira norte, junto ao Rio Minho, com a fronteira sul, junto ao Atlântico, num carro elétrico com um preço típico de um familiar para a classe média. O escolhido natural foi o Nissan Leaf, o elétrico mais popular do mercado nacional… se não contarmos com as máquinas operadas pela Carris.

Quando discutimos a ideia internamente, surgiram as dúvidas e comentários habituais quando se fala de veículos elétricos: “mas isso não faz menos 100 km?”; “os carregamentos não duram muitas horas?”; “vamos ter de andar a 50 km/h”; “o melhor é levarmos o contacto do reboque…”. Ideias preconcebidas e ultrapassadas.

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