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Francisco Machado da Cruz, muito mais que um contabilista

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CONDENADO. O Banco de Portugal condenou Ricardo Salgado a uma multa de €4 milhões e a uma inibição de 10 anos

luís barra

Este fim de semana o Expresso publicou os pontos mais importantes do recurso de Ricardo Salgado ao Banco de Portugal. Segundo a tese dos advogados do ex-banqueiro, não só há escutas inválidas, como o Banco de Portugal é parcial. Além de que Ricardo Salgado não tinha tempo, não assinava, não sabia e não estava presente nas reuniões em que se concertava a falsificação das contas da ESI. E dizem que no meio disto tudo há um peão que quer fama e que mente, chama-se Francisco Machado da Cruz e que não era um mero contabilista

“A colaboração é o caminho!” Terá sido essa frase que Francisco Machado da Cruz ouviu à saída do Banco de Portugal, a 4 de março de 2016, depois de ser ouvido enquanto testemunha. Ora nessas mesmas inquirições Francisco Machado da Cruz confessou a falsificação das contas da ESI, entre 2009 e 2013, disse ainda ter tido conhecimento que os títulos de dívida desta sociedade eram colados em clientes BES. No recurso de Salgado ao Banco de Portugal, a defesa do ex-banqueiro pede que este depoimento seja considerado inválido.

O Expresso sabe ainda que a defesa acusa o Banco de Portugal de parcialidade, por ter antecipado juízos acerca do caso, nomeadamente em conferência de imprensa e em entrevista ao Expresso, e ao longo do processo ter tratado de forma diferente os advogados de acusação e de defesa. As duas principais testemunhas que levaram à condenação de Ricardo Salgado - a uma multa €4 milhões de euros e uma inibição de 10 anos de cargos no setor financeiro - foram José Castella e Francisco Machado da Cruz. Agora a defesa quer a inquirição de um e de outro sejam consideradas nulas. A de Castella por não ter sido gravada, nem ter sido alertado para o facto de que se podia recusar a responder a questões que o incriminassem, a de Francisco Machado da Cruz por ter sido o resultado de delação premiada.

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