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Bem-vindos à “maior prisão de jornalistas do mundo”

CONTESTAÇÃO. Manifestante com uma foto de um membro dos Repórteres sem Fronteiras, Erol Onderoglu, detido recentemente

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“Não faço ideia da razão pela qual estou a ser acusado”, explica Yavuz Baydar, um reputado jornalista turco que está em exílio na Europa desde que o seu nome saiu em mais uma das listas de jornalistas procurados pelas autoridades turcas. Desde a tentativa de golpe falhada a 15 de julho – e a consequente instauração do estado de emergência no país – já foram detidos 200 jornalistas, mantidos em condições “desumanas” na prisão e muitas vezes sem direito a advogados de defesa, “que também podem ser presos e acusados de ‘ajudar o terror’”. A Turquia é “a maior prisão de jornalistas do mundo” - palavra da Repórteres sem Fronteiras

Yavuz Baydar sabia que a sua hora chegaria – depois das mais recentes detenções de reputados jornalistas na Turquia, seria uma questão de tempo até o colunista e fundador da plataforma para a liberdade de imprensa P24 ser acusado pelo Governo de Erdoğan. Na última quinta-feira do fim de agosto, a lista de outros 35 jornalistas que deveriam ser “caçados” pelas autoridades confirmou o pior: o nome de Baydar era um desses nomes – e as autoridades já estavam a revistar a sua casa.

Baydar estava consciente do perigo desde o início do estado de emergência na Turquia, que já leva mais de dois meses – falta um por cumprir – e que foi imposto após a tentativa falhada de golpe de Estado no país a 15 de julho. Já há algum tempo que os jornalistas turcos trocavam mensagens com o aviso curto: “Tem cuidado”. Afinal, não havia nada mais que pudessem fazer, explica Baydar: “Não faço ideia da razão pela qual estou a ser acusado”.

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