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“A campanha de Clinton é como o FC Porto a jogar contra a equipa de Trump da terceira divisão”

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A maioria dos analistas previa algumas explosões de bombas mediáticas na sexta-feira, a dois dias do segundo debate entre Hillary Clinton e Donald Trump. Mas ninguém antecipava que, de uma assentada, três revelações distintas viessem definir tão profundamente as 48 horas mais marcantes da corrida deste ano à Casa Branca — e o consequente frente a frente que os candidatos presidenciais tiveram esta madrugada. A um mês da ida às urnas, há quem antecipe que a gravação de 2005 onde Trump se gaba de abusar sexualmente de mulheres porque é uma “estrela” vai cair no esquecimento até lá, como todas as outras acusações que já surgiram contra o candidato republicano. Apesar disso, há unanimidade entre os especialistas consultados pelo Expresso sobre a democrata ter a eleição quase garantida

Todos os artigos que o “Huffington Post” tem publicado sobre o candidato republicano à Casa Branca desde o início da corrida eleitoral terminam sempre com a mesma nota dos editores: “Donald Trump incita regularmente à violência política e é um mentiroso em série e um xenófobo feroz que repetidamente tem prometido proibir todos os muçulmanos — 1,6 mil milhões de membros de uma religião inteira — de entrarem nos Estados Unidos”. A nota de rodapé é um sinal claro dos tempos. E depois do debate desta madrugada (ainda noite de domingo nos EUA) podia passar a incluir novas acusações marcantes ao candidato mais invulgar — e mais perigoso — que algum dia disputou a presidência dos EUA.

Pela primeira vez na história eleitoral do país, um candidato usou um frente a frente televisivo com a rival para prometer que, se for eleito, vai mandar um “procurador especial” investigá-la e prendê-la por ter apagado milhares de emails privados após ter sido judicialmente intimada a entregá-los ao Departamento de Estado, após denúncias de ter usado um servidor privado enquanto chefe da diplomacia no primeiro mandato de Barack Obama (isso está a valer-lhe comparações a ditadores e autocratas que, noutras partes do mundo, mandam prender os seus opositores assim que chegam ao poder).

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